A cidade parece atiçada. Observo o pra lá e o pra cá das gentes nas ruas, nas lojas, querendo o ano encerrar a correr, a sair mais cedo e a gastar.
Tento amenizar minhas dores em Trento, Sonhos de valsa, pastéis e água de coco . (Ô lôco!!!)
Torro meu dinheiro pouco na grande onda do Tudo à venda! ( Uma pena... Podia estar economizando, mas era tudo necessário, JURO!)
Escolho alguém pra olhar pela fresta do telefone que tocou de manhã e desorientou o pouco que, atrasado, em mim ainda resta.
Juntei tudo num azul-piscina e fui trabalhar assim mesmo atrapalhada, no dia em que a irmã de Luana nasceu junto com a lua cheia.
Pedalo pra chegar mais sã, pois a síndica de mais um edifício barrou bicicletas por não caberem em seu orifício. (OOPS!)
Desculpem, está difíci lidar com gente que vive em cubos de concreto. Acabam com pensamentos quadrados e sem nexo.
Pergunto: se há espaço para guardar bicicletas, por quê não estimular ou apenas ser receptivo com quem as usa?
Depois sofrem todos engarrafados e stressados, reprimindo quem pedala livre da Vila Luzita até São Bernardo, sem achar doce ou salgado.
As gatas ainda brigam no telhado.
Fotografia e texto: Fernanda Toscano

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