Subindo a montanha mais alta, de novo.
Com o rosto pingando água, de novo
não sabia se era de suor pelo sol que fazia
não sabia se era do choro que caía.
Avistando o semblante mais fino
refletido na poça formada
percebeu-se todo desatino
de quem enfrenta a jornada
Ao pé do monte se foi
mas temia a subida alardada
Foi quando uma pregadora
estendeu sua palavra mais sábia
questionando se não havia uma casa
que pudesse voltar nessa vida.
Retomada então a subida
ia mais calma e precisa
Ao chegar lá em cima
avistado o horizonte
a cidade de fronte
Santo André
desvendando
os valores
das flores em tons de azuis
marcantes
pr'aqueles que sentem
tão claras
pr'aqueles que sabem
como é
a alma da mulher
Preparado o corpo
preparada a cara
aguçada a lente
a construir um 17
diferente.
A maritaca jogava
o canto
do topo, de cima
da árvore
e mandava
o seguir adiante
benzendo em harmonia
o fim daquele pranto.
Fotografia e texto: Fernanda Toscano

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