A Lua andava se enchendo e Ana andava se enchendo da Lua.
As duas haviam brigado, não aceitavam seus ciclos virados...Uma: Lua no céu. E a outra: Ana no chão.
Andavam agora cada uma pro seu lado, sem perceber que conjuntamente o poder era maior se podia ser canalizado.
O mundo da Lua era doido e confuso para Ana que não gostava lá de mudar sua opinião.
O mundo do chão, para a Lua, era como ter que andar de joelhos, rumando, do nada, pro mundo da ação.
E assim a relação desafiava a qualquer um que buscasse explicação, na interação de dois mundos femininos, divididos e unidos nas linhas da intuição.
Fotografia e texto: Fernanda Toscano
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