quarta-feira, 13 de maio de 2015

Entra, senta e fica


Brilho eterno de uma mente de lembranças
A cabeca infinita, 
é  tanto looping 
que eu já nem sinto a barriga roncando,
a cabeça pesando
e a vista vazia.
Me diz quem segurou essa onda?
Me diz: Quem não enjoou no balanço
dessas idas e vindas?
Nessa nova postura
Só quem pode tirar onda
 é quem é ativista.
Tem gente morrendo.
Tem mais gente morrendo
do que um número registra.
E se fala de qual tipo de morte?
O cientista, mestrando,  doutorando
com bolsa na Fapesp,
conta sobre que tipo de  morte todo Santo dia
13 de Maio, Princesa Isabel.
Coitada, 
fudida
A alma de quem ainda está viva
sem estar, de mágoa, corroída,
Ou manchada de raiva
tem qual vaga Na lista

Qual vida não lhe dói
neste lado
da página
da revista científica 
Caetano, Chico, Tom Zé,
Gilberto, Gil e Neruda todos eles são  doutores 
dessas almas tudo achadas,
Nunca perdido, ou nunca perdida.

Todos eles eram fofos,
todos nós  somos artistas.
Não me venha falar da malícia, 
Não me venha pagar de milícia, polícia,

Eu só quero falar com Patrícia
sofreu de machismo,
sentiu corrimão, comichão
sentiu dor, num amor masoquista.
Eram todos aqueles homens machistas?
.
Negro
Gay
feminista.
judeu,
monarquista.
E ainda tem socialista?
Não diga!!!
Nordeste vai entrar na crista da onda abolicionista 
com Jesus Cristo, com Jesus Cristina.

Eu dei um grito na Paulista.
Pra quem?
Só pra quem foi comunista na vida
E pegou um  metro tão  sozinho ou sozinha
Já   dançou sem ninguém numa pista
e sentiu agonia
Em estar vivo ou viva.
Gritava, lá dentro da lata
 ninguém mais ouvia.
Uivava, rosnava.
A câmera do metrô filmava.
Quem podia estar ouvindo e assistindo aquile cena ao vivo ou online? 
Toda aquela gritaria
gravada lá dentro da alma, 
enviada em audio no wazap.
Vergonha era tudo o que se queria.
Mas Era só brincadeira 
Era tudo pegadinha.
Ali não valia a mais valia
de ser consumido,
de ser consumista
de arte ou de artista.
No que mais vale a vida?
Aplauso pro  negro, 
aplauso pro branco ativista  
Que faz piada com o banco, 
Que fez trocadilhos sem rima.

Valeu a risada,
a fala arrumada ,
3 p's na justiça,
E a justificativa
Oracular-erudita .
Vai brilhar, Vai sarar.
A loucura É  bem-vinda.

A não ser se ela entra, 
A não ser se ela senta 
A não ser se ela fica.

Fotografia e texto: Fernanda Toscano

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