A maré estava silenciosamente calma.
Ninguém avistava ao longe,
as ondas quebrando aos montes
naquela maré assim tão baixa.
as ondas quebrando aos montes
naquela maré assim tão baixa.
Mil lágrimas salgadas
formavam uma piscina clara,
bálsamo onde todos ali se banhavam
naquela maré assim tão rasa.
formavam uma piscina clara,
bálsamo onde todos ali se banhavam
naquela maré assim tão rasa.
Pois quando uma mulher chora,
movimenta tudo oculto,
preparando o mundo
pra chegada da sua dádiva.
movimenta tudo oculto,
preparando o mundo
pra chegada da sua dádiva.
E a maré por existir,
levando e trazendo a água
em si já se torna a própria chegada da sua dádiva.
E a lágrima salgada vira a gota
que falta pra maré se encher de água.
levando e trazendo a água
em si já se torna a própria chegada da sua dádiva.
E a lágrima salgada vira a gota
que falta pra maré se encher de água.
Em Recife - PE.
Fotografia e Texto:
Fernanda Toscano
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