domingo, 17 de agosto de 2014
Na chama do cachimbo
A chama do cachimbo a queimar toda a matéria.
Na chama do cachimbo transmutar qualquer idéia.
Nenhuma ação sem me deixar consumir.
O novo, o total, da entrega, há de surgir.
Ao mesmo tempo em que tudo e nada contemplam,
me despeço da forma hibernal que hoje tenho.
Onde nada é maior que a dor de morrer,
onde nada é mais forte que o meu renascer.
Pois mais nada alivia o pavor da nudez
e quase nada é mais paz que lançar-me outra vez.
De dentro das cinzas
mais fortes que o limbo,
eu salto mais viva,
acendendo o cachimbo.
Fotografia e poesia: Fernanda Toscano
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