a viga
o prumo
ou concreto
derruba da fé, direção
sacudida em quartos,
sacaneia
qualquer descabido vergão
não sabe se foge
não sabe a pareia
não sabe se canta o refrão
sabendo que pode
a baleia
a baleia
abanar a cauda do não
abala-se
em qualquer sereia
cantando
a perdida razão
caindo ou armando
sua teia
encontrando a porta
ou portão
esfinge fingindo
que é feia
que é feia
pelejando a pé, solução
na poeira guardada
na veia
a mulher sem qualquer direção
se sabe encontrar a cadeia
e a areia no olho do cão
enfrenta, se muda
incendeia
construindo em nós
novo chão,
no ar, nesse mar
sua aldeia
acende, assim, seu clarão.
Tanto sim,
nesse chão de cadeias
o mundo não pára,
no não,
há razão.
o mundo não pára,
no não,
há razão.
Poesia e Fotografia: Fernanda Toscano
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