sábado, 24 de maio de 2014

Política de não



No chão do não
a política,
a mente incorreta,
já nascida fora
do padrão

a viga
o prumo
ou concreto
derruba da fé, direção

sacudida em quartos,
sacaneia
qualquer descabido vergão
não sabe se foge
não sabe a pareia
não sabe se canta o refrão

sabendo que pode
 a baleia
abanar a cauda do não
abala-se
em qualquer sereia
cantando
a perdida razão

caindo ou armando
sua teia
encontrando a porta
ou portão
 esfinge fingindo
que é feia
pelejando a pé, solução

na poeira guardada
 na veia
 a mulher sem qualquer direção
se sabe encontrar a cadeia 
e a areia no olho do cão

enfrenta, se muda
incendeia
construindo em  nós
novo chão,
no ar, nesse mar
sua aldeia
acende, assim, seu clarão.

Tanto sim,
nesse chão de cadeias
o mundo não pára,
no não,
há razão.


Poesia e Fotografia: Fernanda Toscano 



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