tememos não nos segurar.
Aflitos, não podemos ir
e aflitos, não podem ficar.
Se a força que nos prende aqui
for pouca pra se enraizar,
encare o tombo, firme assim,
o erro há de impulsionar.
Nenhum vagão cabe um infeliz,
perto do chão, crescemos mais.
Sabemos que podemos rir,
não tendo imagem a zelar.
Mas se um mortal não cabe aqui
e a perfeição não esperar,
deixando o bonde então seguir,
não vamos nos enferrujar.
Fotografia: Caio Zanuto
Texto: Fernanda Toscano
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