quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Novembro pétreo


No temido terremoto
no curso da história,
decorrentes quedas levam
abaixo o que já foi-me
rócheo, pétreo, sólido.

Reconhecer no esqueleto
de antigas estruturas o
libertar do seu guerreiro
aprisionado na armadura.

Um rochedo nos carrega
peça antiga, hoje flutua
nesse maremoto-pedra
nos levando pro futuro,
nos levando na aventura.

Cada pedra da montanha
é um ser-não-ser conjunto
que despedra o centro inteiro
arranhando a carne crua.

De uma alma desmontada
em pedregulho que flutua
percebemos cada mapa
e o refazer da estrutura
firme, fina, porém dura
nos levando pro futuro
nos levando na aventura.

Fotografia e texto: Fernanda Toscano

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