Fotografia: Fernanda Toscano
O vento soprou no taxi aquele resto de tudo.
Aquele resto de tudo sobrou.
Sobrou?
Sobrou mais nada.
Mais nada dobrado em papel na carta foi-se.
Na carta, foi-se toda.
Toda e só.
Só?
Só ficaram sós, os pombos na calçada
e um acabou que acabou com porta.
Com porta-malas, ruma.
Ruma, nada. Nada.
Quem chorou, fora a guitarra?