Remando alto, eis-me aqui.
Olhar à frente me conforta
embora nada aviste aí,
nem um remoto sinal.
A palavra que se volta,
como onda, bate à rocha.
Estive eu na mesma rota
do teu barco, tão real?
Sem olhar vais a seguir.
Pra que voltar se for partir
em linha oposta
ao caminho inicial?
Na busca cega de nós,
rumo ao Cais, vejo afinal.
Mas chegarei depois,
à dois, à sós,
no querido terminal.
Ilustração e texto: Fernanda Toscano
